Não, eu não esqueci.

Faz tempo que eu não posto, mas é por causa do trabalho. Tá difícil conseguir um tempinho para postar.

 Ainda mais quando é celebrado o aniversário do jogador de maior categoria e técnica deste país: Ademir da Guia.

Sim, O Divino fez aniversário ontem. Infelizmente não tive como postar.

Pelo menos hoje eu conserto.

Não cabe a mim descrever e /ou comentar a obra do Divino. Mas sim a aqueles que o viram jogar.

Então segue abaixo algumas frases e comentários sobre o Divino.

“O preço que vocês pagaram, não é o que vale só uma das pernas dele !”

Freitas Solich, técnico do Flamengo, em 1961, dirigindo-se a um dos diretores do Palmeiras, que acabara de comprar Ademir da Guia do Bangu

 

“A gente brincava de ‘bobinho’ nos treinos e tentava fazer o Ademir ir para o meio. Todo mundo tocava para ele com efeito, mas não tinha jeito. Do jeito que a bola viesse ele dominava. Eu não me lembro de uma única vez em que o Ademir tenha ido para o meio da roda.”

Leivinha, ex-jogador, jogou com Ademir no Palmeiras e foi à Copa de 1974.

“Nome e sobrenome de craque”

Armando Nogueira

“Ainda bem que não escalaram o Ademir.”

Johan Cruyff após ter eliminado a Seleção Brasileira na Copa de 1974.

O Falso Lento

Com suas passadas largas e ritmo cadenciado, ele parecia jogar em slow motion. Só que não era bem assim…

Nem Pelé usaria tão bem aquela camisa 10 verde quanto Ademir da Guia. E aqui não cabe discussão. Adeptos incondicionais da controvérsia, os torcedores do Palmeiras só são capazes de ser unânimes em duas coisas na vida: no ódio ao Corinthians e no amor a Ademir da Guia. Tamanha reverência poderia ser explicada pela longevidade (16 anos de Parque Antártica) ou pela quantidade de títulos oficiais (12 conquistas –incluindo cinco Paulistas e dois Brasileiros). Mas o talento de Ademir vai além das simples estatísticas.

Filho de Domingos da Guia, um dos maiores zagueiros do Brasil em todos os tempos, começou a jogar no infantil do Bangu, mas foi levado ao Palmeiras logo no começo dos anos 60. Assinou seu primeiro contrato em agosto de 1961, três dias antes do aniversário do clube. Um presente e tanto. Ele parecia lento com suas passadas largas, mas o ritmo da equipe estava sempre acelerado. Em meio à Era Pelé, só o Palmeiras de Ademir conseguia beliscar títulos. Foi assim em 1963 e 1966. Quando o Santos perdeu fôlego, o Palmeiras se tornou o melhor time do Brasil.

O sucesso que teve no Palmeiras, porém, nunca encontrou equivalência fora do Parque Antártica. Foi convocado escassas 12 vezes para a Seleção Brasileira e seu único Mundial foi o de 1974, quando passou todo o tempo no banco de reservas e só entrou na última partida, a decisão de terceiro lugar contra a Polônia. Foi substituído e o Brasil perdeu. Mágoa? Talvez, mas Ademir é um cavalheiro e diz que do futebol só guardou felicidade.

Não ficou rico, mas teve o reconhecimento da torcida do Palmeiras. É um dos raros jogadores a ganhar estátua no Parque Antártica. “Sem Ademir da Guia o Palmeiras é menos Palmeiras”, definiu o treinador Rubens Minelli ainda nos anos 60.

Revista Placar

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Fecha as pernas Pelé!

 

Ainda acho um post só muito pouco para passar toda a divinidade de Ademir. Mas não tenho tempo pra mais agora. Hoje de noite eu faço outro post.

Uma resposta para “Não, eu não esqueci.”

  1. Daniel Peixe Disse:

    Pode (eu não disse que é, mas que pode) ter sido o jogador de maior categoria e técnica deste país, por que afinal, o Rei era de outro mundo…

    Mas na verdade só os palmeirenses pensam que o Ademir foi injustiçado…

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