A maldição de Márcio Rezende de Freitas…

Dois trechos interessantes da coluna do Juca Kfouri no site UOL:

Mania de perseguição
“Se um escândalo de arbitragem justificasse a renúncia de um presidente, só para ficar com o Botafogo, o Samir Abdul-Hak tinha que ter renunciado à presidência do Santos quando ele perdeu a final do Brasileiro de 95 para o Botafogo; em 2006, o presidente do América devia ter renunciado na final da Taça Guanabara, quando se deu um pênalti absolutamente inexistente para o Botafogo; o presidente do Inter, em 2005, tinha que ter se suicidado depois daquele jogo contra o Corinthians no Pacaembu. Se o Bebeto ontem tivesse dito: cansei, cansei porque o futebol não é feito por gente séria, a CBF mete os pés pelas mãos, a federação do Rio é a bagunça que todos conhecem. Mas não, ele disse que aquele erro contra o América aconteceu porque só o Botafogo tinha apoiado o Eduardo Viana na época. Como o Montenegro disse em 95 que a sorte do Botafogo era que o Ricardo Teixeira gostava menos ainda do Samir Abdul-Hak e do Pelé do que gostava do Botafogo. Esse complexo de perseguição do Botafogo, até quando ganha, dá nisso, passa para o time. Com que cabeça esses rapazes vão entrar em campo para disputar o segundo turno? Eles já estão absolvidos de antemão porque tudo acontece com o Botafogo”.

A ética da reclamação
“Eu só vou passar a respeitar quem reclama de arbitragem quando o técnico ou o presidente do clube que tiver sido beneficado vier a público na coletiva depois do jogo e disser: ‘peço desculpas à torcida e ao time adversário porque eles foram prejudicados pela arbitragem, eu não tenho nada a ver com isso, mas tenho que reconhecer que ele foi prejudicado e estou disposto a fazer um novo jogo para tirar a limpo esta questão porque não acho correto que reclame quando sou prejudicado e me cale quando sou beneficiado’. Eu não vi o Botafogo fazer isso quando foi beneficiado. Eu não vi o Corinthians fazer isso quando foi beneficiado, aliás, na época do episódio do Castrilli, os corintianos ficaram bravos comigo porque eu pedi que o então presidente Alberto Dualib fizesse isso. É claro que foi uma ingenuidade minha, mas essa coisa de reclamar quando é prejudicado e não falar nada quando é beneficiado parece coisa de quem quer levar vantagem em tudo”.

É a maldição do Márcio Rezende de Freitas! O infeliz arrancou o título das mãos do Santos em 1995 e entregou de mão beijada pro Botafogo… Agora o Foguinho está vivendo 13 anos de azar. (Quem sabe dure mais tempo?) Todo roubo contra o Botafogo agora é pouco. Vale lembrar que o Brasileiro de 95 foi o último título do Botafogo e o mais importante de sua história: o time da Estrela Solitária e do Título Solitário. Foi uma delícia ver aquela cena ridícula dos botafoguenses chorando em meio a entrevista coletiva: patético… De dar dó. Mas extremamente divertido ao mesmo tempo!

E o Santos que foi o prejudicado daquela vez, de lá pra cá venceu dois brasileiros e dois paulistas e vem sempre fazendo boas campanhas, salvo o ano de 2005. (O da anulação dos jogos, Zveitão!)

O Corinthians foi outro clube que Márcio Rezende deu aquela mãozinha amiga, e desde o título de 2005 o Corinthians não vence nem campeonato de dominó. Pelo contrário, inclusive caiu pra segunda divisão do Brasileirão.

Em contrapartida, o Internacional de Porto Alegre que fora o prejudicado na ocasião de lá pra cá venceu a Libertadores, o Mundial e a Recopa Sul-Americana.

Será que a maldição realmente existe?

Uma resposta para “A maldição de Márcio Rezende de Freitas…”

  1. Leo Parmerista Disse:

    Hahahaha

    o que eu acho engraçado é o daniel falando que os outros times choram

    hahahaha

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