TRICOLOR 2 x 0.

Maio 8, 2008

Ano passado Muricy avisava: “Ano que vem a torcida não quer Brasileiro, Paulista, quer algo maior”. Bom, é claro que se conquistasse o Paulista seria ótimo, e que se conquistar o Brasileiro será um brilhante feito, mas ganhar a Libertadores será muito melhor do que qualquer outra conquista, e olha, não é algo impossível. Não sei o que acontece, hoje foi nossa melhor partida neste torneio e mesmo assim não foi uma apresentação que convença de que com este time nós teremos uma vida fácil. Mas existem coisas que não tem explicação: Boca Juniors, não vem jogando bem, encontra dificuldades e encontrou um Cruzeiro que fez partidas brilhantes neste ano, e se classificou ganhando fora de casa, é por isto que todos falam do peso da camisa, da tradição.. e parece que com o São Paulo a coisa é a mesma, as três conquistas e os três mundiais começam a pesar nos jogos da Libertadores, os problemas são os mesmos e as soluções são as mesmas, mas ainda estamos vivos. Adriano, pra mim, já pode ir embora com o nome honrado e a moral reerguida, ele sempre foi este tipo de jogador, que faz gols importantes, nunca foi idolatrado como Imperador por ser o mais técnico, o mais driblador, e sim por fazer gols. Hoje a história se repetiu, abriu o marcador perante o Nacional do Uruguai na bola cruzada rasteira pra área, e mais, criou jogadas, chances de gol e mais uma vez fez uma ótima apresentação. Até o Richarlyson hoje fez uma boa partida, quase fez um gol, provocou uma expulsão, marcou bem, correu, quem sabe ele está voltando a ser o jogador do ano passado, tomara. O Borges é que anda com alguma energia negativa em torno dele, pois não conseguiu desenvolver seu bom futebol, e com isto o coro de mais de 42 mil pessoas estremeceu o Grandioso Morumbi ao chamar “É DAGOBERTO!”.. o que já se tornou algo comum em jogos do São Paulo na Libertadores. Muricy atendeu aos pedidos, e até que enfim, após 6 meses de jejum, em jogada individual no final do jogo, Dagol voltou a balançar as redes e deixa para o técnico a dúvida de quem iniciar na titularidade ao lado do Imperador na próxima quarta-feira contra o Fluminense, em São Paulo. Outro que jogou bem foi o Hugo, eu gostei, perdeu um gol, mas saiu com moral. Hernanes teve uma estranha apresentação, abaixo do nível, mas tem moral. É isto.. que venha o Fluminense, teremos um confronto Brasileiro e um confronto de Tricolores nas quartas-de-final, é pra lotar o Morumbi e o Maracanã, imperdível.

Ah, sei que foge um pouco da essência do blog, mas não posso deixar de dizer: Campeonato Carioca é fácil, Libertadores é pra poucos. Chora urubuzada! E parabéns ao Palmeiras pelo título de Campeão Paulista, merecido, agora, estão mais aliviados? Fazia tempo..


Ventos da Mudança

Abril 25, 2008

Sim, eu sei que eu demorei para escrever alguma sobre a eliminação das garotas.

Teria muita coisa para escrever.

Teve a carta dos bambis reclamando do Palestra antes do jogo, a resposta do Cipullo, o muro do Palestra pichado “Entrada das Menindas” (hahahhahahaha muito boa essa), o fragasso do Rogério Ceni, a armação são paulina do gás, o gol do Valdívia, o “acabou frangerio”, a confusão dos jogadores, a queda de luz….

Enfim… seria um prato cheio para postar por umas duas semanas.

Mas o que eu queria falar é que eu não achei que o Palmeiras jogou bem. Eles deram muita sorte pro azar. Deixaram chutar de meia distância, faziam faltas na intermediária pro jorge “paulistinha” wagner jogar bolas na área pro adriano cana-brava. Mas no final das contas quem fez a diferença foi o São Marcos. Essa é a vantagem de falar depois de uns dias, se vê as coisas com mais claridade.

Dois goleiros. Um toma um frangasso no meio do primeiro tempo e outro pega tudo. O primeiro é obviamente o frangerio ceni, o segundo é Marcão.

Marcos jogou MUITO. Fechou o gol. E no segundo tempo, era só segurar o jogo porque os bambis coitados, só sabem fazer uma jogada. E não iria funcionar. Eles poderiam ficar até o mês que vem jogando bola pra área que a zaga do Palmeiras iria tirar todas.

Mas o melhor dessa vitória não é ver os perdedores “sem água no estiário e terem que se trocar no corredor’, o melhor dessa vitória é que a mudança de ares no Palestra é definitiva.

Os fantasmas foram exorcizados, os inimigos humilhados, os santos canonizados, os magos exaltados, a alma lavada.

Não há mais no Palmeiras aquele clima perdedor, aquele sapo morto, as coisas não dão sempre errado mais, o time não tem mais medo de vencer.

O time joga para frente, a torcida canta e vibra, os adversários não têm mais vida fácil no Palestra.

O gigante finalmente acordou.

Até poderemos não ser campeões no domingo. Porque afinal de contas, é possível que a ponte preta ganhe.

É claro que todos queremos ser campeões e perder no domingo vai ser como uma adaga no coração.

Mas a tristeza não vai ser tão grande.

Porque os ventos da mudança sopram fortes no Palestra Italia.


Outra fase, outro time, outro rumo.

Abril 25, 2008

Ok, perdemos para a Porcada, foi uma justa vitória deles pelo futebol apresentado nas duas partidas. Mas podemos tirar algo de positivo, foram duas partidas e uma vitória para cada. O que devemos fazer agora é recomeçar, embalado pelo recomeço de um novo mandato da diretoria vitoriosa. Mas as fórmulas envelhecem e perdem a utilidade, espero que agora fiquem de olho nos jogadores e nas suas possibilidades dentro do tricolor, e não apenas pelo desempenho em outros clubes. Temos uma tradição à honrar, Libertadores.. A primeira fase passamos, com péssimas apresentações e com um time mais desarrumado do que o que atuou no Paulistão, mas o que importa é que passamos e que podemos aproveitar a folga de uma semana para reajustar os erros. Eu havia dito que se o Alex Silva “Pirulito” voltasse, independente das condições de jogo, iria melhorar e muito, e já ficou evidente isto na semi-final contra o Palmeiras e no gol que garantiu a primeira colocação no grupo da Libertadores. Ótimo, voltamos com a zaga campeã. Miranda e Alex Silva. André Dias está jogando muito também, porém, se machucou e deve ficar 1 mês fora da equipe, infelizmente. Mas acredito eu que a principal mudança que o T R I COLOR irá apresentar será na lateral direita com a inscrição de Jan Carlos para a disputa das oitavas-de-final. Se for 50% do que jogou no Altético, nem deixará saudades de Joílson e improvisados. Ainda restam duas inscrições em aberto, há possibilidades de contratações do futebol europeu, mas não sei se acredito muito. Acho que devemos é melhorar internamente, tirar o Richarlyson do time (PORRA), criar um elemento surpresa porque todo mundo sabe que o jogo se passa pelo Hernanes e pelo Jorge Wagner, e que se não for por eles, não há criação. Tira o Éder Luis do time também, que não aproveitou o fato de estar inscrito só na Libertadores e se destacar na equipe. Coloca o Sérgio Mota de volante, adianta um pouco mais o Hernanes e libera o Dagoberto ou Borges para se movimentarem por todos os lados, com isto teremos uma referência na frente (Adriano), uma no meio (Jorge Wagner), e duas fugas (Dagol ou Borges e Hernanes). Não é tão difícil de se pensar.. até gosto do Muricy, mas sua teimosia ta fazendo com que muitos percam a paciência.


Quanto mais as coisas mudam…

Abril 15, 2008

Não é de hoje que o timinho do jardim leonor se utiliza de ajuda dos juízes em decisões contra o Palmeiras no morumbi, ou panetone como prefere a maioria.

E é impressionante que quanto mais as coisas mudam, mais elas ficam as mesmas.

Esse vídeo não deixa dúvidas.

Fonte: http://coisaverde.blogspot.com 

Que coisa hein?


Desde 1912…

Abril 14, 2008

Hoje é o aniversário do maior clube de futebol de todos os tempos. São 96 anos de glórias inigualáveis e feitos insuperáveis. Parabéns ao glorioso Santos Futebol Clube!


Desvios..

Abril 11, 2008

Olha lá.. não bastaram as constantes críticas da mídia, dos torcedores, dos rivais. Richarlyson desta vez foi fundamental na derrota do Glorioso Tricolor Paulista de 1×0 diante do Audax Italiano. Derrota esta que complica um pouco mais o falho planejamento da nossa diretoria. Mantenho o discurso de que temos um time bom, com bons valores e apto para disputar o título de todos os campeonatos que for disputar, e que batemos de frente com qualquer clube brasileiro atualmente, mesmo com os problemas.. mas tem muito erro de planejamento, de jogador que só joga em um campeonato, e nem tem tanta confiança e entrosamento ainda, de pouco número de jogador, o que força fazer uma viagem com 17 jogadores, sendo que um deles, Hugo, foi repatriado.. justamente para a partida que nos deixaria classificados e com moral para o clássico de domingo. Agora jogamos contra o Palmeiras com o time não 100% e nem classificado, e no meio da semana que vem temos que ganhar para se classificar na Libertadores, e no outro final de semana tem o jogo da volta.. Pra quem tem pouco jogador, a tendência é ter menos ainda e dobrar a condição daqueles que poderão jogar. Se ao menos Alex Silva estivesse 75%, já estaria valendo.. Mas voltando ao jogo de ontem, o que mais me irrita não é a derrota, porque não a vejo como algo anormal e ainda dependemos apenas de nós para se classificar, mas sim o fato de que era um jogo que dava pra ganhar, só que tínhamos Richarlyson que praticamente fez um gol contra, é pra acabar.. ainda criamos no mínimo 3 jogadas claríssimas de gol, mas tudo bem, não foi o dia.. o negócio é concentrar para o clássico, só que por favor, alguém avise o Muricy  que o Richarlyson não tem condições de jogar estas partidas, não é nem a sombra da versatilidade apresentada na temporada passada. Sim, há mudanças de posição e tudo mais, só que ano passado também ouve e ele se saiu muito bem em todas as posições que foi utilizado. Domingo vai ser suado, há muita pressão e muita cobrança em cima do time.. mas com Hernanes em campo eu sou esperançoso, joga muito, ontem foi o melhor novamente, pra variar. Enfim.. sem crise, mas com problemas evidentes. Mantemos o foco!


A diferença está no caráter.

Abril 8, 2008

Isso acontece muito freqüentemente.

No futebol, um time normalmente domina um período de tempo por vários anos. Nos Estados Unidos eles chamam estes times de dinastias. Mas sempre há o momento da queda. Sempre tem um time que está lá para atrapalhar.

Foi assim com o Palmeiras e são paulo no anos 40, nas batalhas de Waldemar Fiúme e Leônidas.

Foi assim nos anos 60, com Santos e Palmeiras. Ademir x Pelé.

Nos anos 70, em no estado de são paulo, o Palmeiras dominou durante os primeiros anos. Melhor defesa da história do campeonato Brasileiro. A melhor média de gols marcados nos anos de 71, 72, 73.

Nos anos 90, o Palmeiras dominava o cenário do futebol brasileiro e teve vários rivais que lhe importunavam. Os bambis no começo da década de 90, grêmio e cruzeiro, entre 95 e 98 e finalmente, no final da década, o corinthians.

Na maioria das vezes, todos os times que dominam por muito tempo, acabam encontrando o seu nêmesis e acabam tombando. Isso é histórico. Não há como escapar.

A diferença é como os times aceitam a derrota e percebem que precisam mudar para voltar ao topo.

Existem aqueles que quando perdem, aceitam o valor do adversário.

Existem aqueles que ficam procurando defeitos, que desprezam aquele que o derrotou é que até mesmo minimizam o acontecido.

E na eminência de sua queda, como se tivessem medo e tentassem desestabilzar o lado adversário, o são paulo futebol clube. Não sabe quando sair do salto. Consideram-se tão superiores, que nada pode os abalar. Mesmo quando sofrem uma derrota inquestionável como a que sofreram em Ribeirão Preto. Depois desta acachapante derrota, ficaram dizendo que queriam encontrar o Palmeias nas semi-finais, que a grande farça iria beneficiar o são paulo.

Pois bem. E cuidado com o que se deseja.

Pode se tornar realidade.


Primeira tarefa feita..

Abril 7, 2008

Foi-se a primeira fase de pontos corridos, agora vem o mata-mata. Dois grandes da capital se enfrentam, mesclando um time que durante os últimos anos segue se mantendo no topo, com um time que há tempos tenta chegar ao topo para se manter. Vamos ver se o Palmeiras aprendeu algo das seguidas eliminações na Libertadores de 2005 e 2006, nas quartas-de-finais. Ou se a Ponte aprendeu com as ilusões dos últimos anos, onde começavam muito bem e terminavam muito mal.. o adversário, Guaratinguetá, é um time sem expressão, mas que desde a primeira rodada mostrou que algo faria, nem que fosse incomodar, pois aquele primeiro jogo contra o São Paulo foi suado, assim como vem sendo os jogos do Glorioso Tricolor.. porém, o jogo contra o Juventus, rebaixado, em baixo de chuva, foi tranquilo. 3×1 e a quantidade de gols perdidos é grande.. e hoje não teve nenhum jogador que merecesse ser criticado, pelo contrário, até o Joílson se esforçou, criou algo, pela primeira vez desde que veio para o Tricolor. Junior reforçou o que eu já tinha dito, deve ser mais utilizado ou ser o titular. A jogada do terceiro gol mostrou isto perfeitamente, uma antecipação e a roubada de bola com velocidade, o que já não lhe é mais característico.. um toque sutil, o suficiente para tirar do adversário e deixar para que Sergio Mota desse continuidade ao contra-ataque, este rolou para Borges, que de fora da área mandou o tiro certeiro, no canto e com força. Ótima fase. O time inteiro fez boas atuações, claro que há erros, o Juventus criou muitas chances, mas temos Rogério apresentando belas defesas, e é claro, o seu gol. E o Imperador deixou novamente o seu, e novamente fez uma bela partida.. aos poucos isto está virando um hábito, bom para nós, bom para ele. Que venham as semi-finais. Porcada, haverá festa tricolor e o Imperador estará presente. Muito respeito.. Não será agora que vocês sairão desta lenta fila.

… Corinthians, Santos, ao menos terão mais tempo para suas outras atividades. Na Libertadores o Santos não vai longe, e o caminho para a Série A pro Corinthians também está longe.. Divirtam-se vendo as semi-finais, aproveitem e aprendam.

E o juiz deu amarelo para o Borges por encenação, tirando-o do primeiro jogo, mas, tudo bem..


Não, eu não esqueci.

Abril 4, 2008

Faz tempo que eu não posto, mas é por causa do trabalho. Tá difícil conseguir um tempinho para postar.

 Ainda mais quando é celebrado o aniversário do jogador de maior categoria e técnica deste país: Ademir da Guia.

Sim, O Divino fez aniversário ontem. Infelizmente não tive como postar.

Pelo menos hoje eu conserto.

Não cabe a mim descrever e /ou comentar a obra do Divino. Mas sim a aqueles que o viram jogar.

Então segue abaixo algumas frases e comentários sobre o Divino.

“O preço que vocês pagaram, não é o que vale só uma das pernas dele !”

Freitas Solich, técnico do Flamengo, em 1961, dirigindo-se a um dos diretores do Palmeiras, que acabara de comprar Ademir da Guia do Bangu

 

“A gente brincava de ‘bobinho’ nos treinos e tentava fazer o Ademir ir para o meio. Todo mundo tocava para ele com efeito, mas não tinha jeito. Do jeito que a bola viesse ele dominava. Eu não me lembro de uma única vez em que o Ademir tenha ido para o meio da roda.”

Leivinha, ex-jogador, jogou com Ademir no Palmeiras e foi à Copa de 1974.

“Nome e sobrenome de craque”

Armando Nogueira

“Ainda bem que não escalaram o Ademir.”

Johan Cruyff após ter eliminado a Seleção Brasileira na Copa de 1974.

O Falso Lento

Com suas passadas largas e ritmo cadenciado, ele parecia jogar em slow motion. Só que não era bem assim…

Nem Pelé usaria tão bem aquela camisa 10 verde quanto Ademir da Guia. E aqui não cabe discussão. Adeptos incondicionais da controvérsia, os torcedores do Palmeiras só são capazes de ser unânimes em duas coisas na vida: no ódio ao Corinthians e no amor a Ademir da Guia. Tamanha reverência poderia ser explicada pela longevidade (16 anos de Parque Antártica) ou pela quantidade de títulos oficiais (12 conquistas –incluindo cinco Paulistas e dois Brasileiros). Mas o talento de Ademir vai além das simples estatísticas.

Filho de Domingos da Guia, um dos maiores zagueiros do Brasil em todos os tempos, começou a jogar no infantil do Bangu, mas foi levado ao Palmeiras logo no começo dos anos 60. Assinou seu primeiro contrato em agosto de 1961, três dias antes do aniversário do clube. Um presente e tanto. Ele parecia lento com suas passadas largas, mas o ritmo da equipe estava sempre acelerado. Em meio à Era Pelé, só o Palmeiras de Ademir conseguia beliscar títulos. Foi assim em 1963 e 1966. Quando o Santos perdeu fôlego, o Palmeiras se tornou o melhor time do Brasil.

O sucesso que teve no Palmeiras, porém, nunca encontrou equivalência fora do Parque Antártica. Foi convocado escassas 12 vezes para a Seleção Brasileira e seu único Mundial foi o de 1974, quando passou todo o tempo no banco de reservas e só entrou na última partida, a decisão de terceiro lugar contra a Polônia. Foi substituído e o Brasil perdeu. Mágoa? Talvez, mas Ademir é um cavalheiro e diz que do futebol só guardou felicidade.

Não ficou rico, mas teve o reconhecimento da torcida do Palmeiras. É um dos raros jogadores a ganhar estátua no Parque Antártica. “Sem Ademir da Guia o Palmeiras é menos Palmeiras”, definiu o treinador Rubens Minelli ainda nos anos 60.

Revista Placar

divino.jpg

Fecha as pernas Pelé!

 

Ainda acho um post só muito pouco para passar toda a divinidade de Ademir. Mas não tenho tempo pra mais agora. Hoje de noite eu faço outro post.


No sufoco, mas, rumo ao tetra.

Abril 3, 2008

Jogo chato, retrancado, difícil de produzir, criar. O clube Paraguaio veio destinado à segurar o empate e se possível pescar um gol em algum contra-ataque, mas só ficaram na primeira parte da idéia, Rogério Ceni foi o torcedor ilustre da partida, viu de camarote. O jogo inteiro foi praticamente um treino de ataque x defesa. No campo defensivo, Rogério e Miranda apenas, o restante todo pra frente. No primeiro tempo o jogo foi um pouquinho mais aberto, Hernanes apareceu bastante com bons chutes que pararam nas defesas de Garcia, mas nada que fosse o suficiente para abrir o marcador. Time atacando bastante, só que sem inspiração, sem jogadas criativas, ultrapassagens, dribles, buscando mais o meio do que as laterais, o que facilitou bastante para que a retranca do Sportivo Luqueño desse certo. É um dos problemas do São Paulo nesta temporada, Richarlyson ainda não se encontrou, Joílson não mostrou pra que veio, Reasco vive machucado e Jan Carlos ainda não estreou. No segundo tempo a história se repetiu, nos 10 primeiros minutos até que tocamos a bola, envolvemos a defesa paraguaia e em uma boa jogada de Éder Luis, que demonstra insegurança ainda, aplicando o tradicional drible-da-vaca, cruzando a bola para o meio até os pés de Borges que quase pôde finalizar se não fosse travado pelo goleiro na hora do chute. Só que parou por aí, depois voltaram à buscar muitas jogadas pelo meio e muitas bolas alçadas na área. Jorge Wagner perdeu a chance de abrir o marcador em uma bola rebatida dentro da área que sobrou livre para ele, mas, o chute parou num zagueiro. A jogada se encaminhava para um amargo empate, o que nos complicaria um pouquinho na tabela e forçaria nós à ter que buscar um resultado positivo fora de casa para não correr nenhum risco.. mas, é nestas horas que aparece a estrela e a aura que poucos jogadores possuem. Aos 47/8, Adriano, O Imperador, subindo no alto da defesa, cabeceando no canto direito do goleiro. 1×0, o suficiente. Mais uma vez, agradecemos ao Adriano que não vem fazendo partidas excepcionais, só que cumpre seu dever, faz seus gols e anda sendo decisivo nesta Libertadores. Ótimo! O Paulistão é do Borges, a Libertadores é do Adriano. Continuemos assim e vamos longe!

Nem falem do horário porque o time paraguaio foi um cai-cai no segundo tempo que 5 minutos não seria injusto.

Bola Cheia

-Hernanes / Miranda / Adriano

-Torcida (incrível, ensurdecedora do começo ao fim..)

Bola Murcha

-Fabio Santos (muito esquentadinho)

RUMO AO TETRA!

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Imperador e Hernanes, dois gigantes em campo.